sexta-feira, 27 de novembro de 2009
"Você quer conhecer o caráter de alguém veja seus atos e seu coração"
"O instinto dita o dever e a inteligência da pretextos para evitar isto."
Se tem uma coisa que nunca me falhou é o "faro de Loba". De quando em vez, eu bato o olho numa pessoa e penso: "vai dar em roubada", mas faço mesmo assim, deixo rolar, penso comigo "vamos ver no que vai dar". Já aconteceu com os amigos do meu ex marido, que eu sentia no ar, quase que dava pra pegar, a antipatia gratuita que eles (não todos) tinham por mim. E quem não tinha absolutamente, e até uma mulher que eu tinha um carinho enorrrme, mas desconfiava já, que o carinho que ela tinha por mim estava sempre numa corda bamba. É, e o meu faro não me enganou.
Noutro dia, um amigo meu me disse que é na hora que a situação fica feia, na hora que dá merda que você conhece as pessoas. Isso ele disse por que eu prestei socorro pra um amigo dele que eu sabia que não merecia, e eu sabia que não deveria ter dado nenhum socorro e nenhuma atenção, que era dar a cara a tapa. Mas "ajudei" mesmo assim. Depois do Adílson, duvido que qualquer um possa fazer pior (de fato, ao contrário do que todo mundo que sabe desse fulano, o que ele passou foi patético perto do que eu segurei com o Adílson). E eu gosto de ajudar, e não cabe a mim julgar se fulano merece ou não. Isso fica por conta da consciência da pessoa, eu fiz o que a minha me diz ser melhor pra mim.
O lance todo, é que faltou ele perceber é que na hora da crise, não é só o meu caráter que ficou exposto. Foi do fulano em questão também. E aí voltamos para a questão do meu faro: ele realmente nunca falha. Sabia que a falha que havia ali naquela persona, era a única falha que não se tem conserto: de caráter. Já sabia que ele não ia com a minha cara, não sei bem pq, pois raramente o vi. E não me lembro de ter conversado uma vez que seja com ele. Exceto aquela em específico. Mas, se aquilo foi suficiente pra ele já dizer a todos os ventos (salvo o vento que chega aos meus ouvidos) que não vai com a minha cara...meu faro já bem havia percebido isso.
É...decididamente, amiguinhos. Na hora que dá merda, é na hora da crise, que a gente reconhece o caráter das pessoas...e não é unilateral...
"A verdade é inconvertível, a malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas no fim; lá está ela."
( Winston Churchill )
Se tem uma coisa que nunca me falhou é o "faro de Loba". De quando em vez, eu bato o olho numa pessoa e penso: "vai dar em roubada", mas faço mesmo assim, deixo rolar, penso comigo "vamos ver no que vai dar". Já aconteceu com os amigos do meu ex marido, que eu sentia no ar, quase que dava pra pegar, a antipatia gratuita que eles (não todos) tinham por mim. E quem não tinha absolutamente, e até uma mulher que eu tinha um carinho enorrrme, mas desconfiava já, que o carinho que ela tinha por mim estava sempre numa corda bamba. É, e o meu faro não me enganou.
Noutro dia, um amigo meu me disse que é na hora que a situação fica feia, na hora que dá merda que você conhece as pessoas. Isso ele disse por que eu prestei socorro pra um amigo dele que eu sabia que não merecia, e eu sabia que não deveria ter dado nenhum socorro e nenhuma atenção, que era dar a cara a tapa. Mas "ajudei" mesmo assim. Depois do Adílson, duvido que qualquer um possa fazer pior (de fato, ao contrário do que todo mundo que sabe desse fulano, o que ele passou foi patético perto do que eu segurei com o Adílson). E eu gosto de ajudar, e não cabe a mim julgar se fulano merece ou não. Isso fica por conta da consciência da pessoa, eu fiz o que a minha me diz ser melhor pra mim.
O lance todo, é que faltou ele perceber é que na hora da crise, não é só o meu caráter que ficou exposto. Foi do fulano em questão também. E aí voltamos para a questão do meu faro: ele realmente nunca falha. Sabia que a falha que havia ali naquela persona, era a única falha que não se tem conserto: de caráter. Já sabia que ele não ia com a minha cara, não sei bem pq, pois raramente o vi. E não me lembro de ter conversado uma vez que seja com ele. Exceto aquela em específico. Mas, se aquilo foi suficiente pra ele já dizer a todos os ventos (salvo o vento que chega aos meus ouvidos) que não vai com a minha cara...meu faro já bem havia percebido isso.
É...decididamente, amiguinhos. Na hora que dá merda, é na hora da crise, que a gente reconhece o caráter das pessoas...e não é unilateral...
"A verdade é inconvertível, a malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas no fim; lá está ela."
( Winston Churchill )
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Tatuadores de primeira linha!
Ok, eu evito ao MÁXIMO postar duas vezes no mesmo dia.
Isso ás vezes me causa problemas. Eu vejo dois, três assuntos interessantes no mesmo dia, e tento fazer nota mental pra postar amanhã, depois de amanhã, semana que vem, e claro, não me lembro de nenhum dos assuntos, e não posto porra nenhuma, né...
Mas agora mesmo, fuçando por aí pra planejar a minha tattoo (que vai ficar pro ano que vem, tendo em vista que já tenho todo o roteiro de viagem de ano novo planejado com meu amigo "Louise"- eu sou a Thelma hehehe), já tenho a minha tatuadora de confiança, mas infelizmente comecei com um tatuador que....hum...não era um tatuador de fundo de quintal, mas também não era tão experiente assim...não o suficiente pra tatuar o tipo de desenho que eu curtia, que é super elaborado.
Agora, encontrei um blog super bacana, o Tattoos Detonadas tanto pra quem tá pesquisando pra fazer a primeira tattoo se informar melhor, quanto pra quem é mais experiente dar umas boas risadas....olha a QUALIDADE dos tatuadores e dos trampos que vi por lá:



E aí....encara uma hepatite? no mínimo, né....
Isso ás vezes me causa problemas. Eu vejo dois, três assuntos interessantes no mesmo dia, e tento fazer nota mental pra postar amanhã, depois de amanhã, semana que vem, e claro, não me lembro de nenhum dos assuntos, e não posto porra nenhuma, né...
Mas agora mesmo, fuçando por aí pra planejar a minha tattoo (que vai ficar pro ano que vem, tendo em vista que já tenho todo o roteiro de viagem de ano novo planejado com meu amigo "Louise"- eu sou a Thelma hehehe), já tenho a minha tatuadora de confiança, mas infelizmente comecei com um tatuador que....hum...não era um tatuador de fundo de quintal, mas também não era tão experiente assim...não o suficiente pra tatuar o tipo de desenho que eu curtia, que é super elaborado.
Agora, encontrei um blog super bacana, o Tattoos Detonadas tanto pra quem tá pesquisando pra fazer a primeira tattoo se informar melhor, quanto pra quem é mais experiente dar umas boas risadas....olha a QUALIDADE dos tatuadores e dos trampos que vi por lá:



E aí....encara uma hepatite? no mínimo, né....
Mulherices
Confesso que nos últimos meses, por mais que eu deteste admitir, estava mais feminina, vulnerável, sentimental, sensível, do que habitualmente me permito ser. Eu perdi a máscara de fiadaputa, de fria, calculista, machona. O jeito foi entrar em casa, e não sair por nada. Tive a sorte de a vida me presentear com bons amigos e momentos interessantes, tanto por serem divertidos, quando por serem educativos.
Ser feminina, vulnerável, sentimental, sensível, pra mim, sempre significou ser otária, boba, frouxa, fraca, e daí pra baixo. Não via valor nenhum em ser assim, mas agora me permiti receber algum carinho, e até chorar minhas pitangas no blog, sem linguajar frio que quase chegava ao jargão clínico, vide a postagem sobre o Geléia, aí embaixo!
Então, tá aí. É assim que eu sou. E claro, que todo momento vem com uma música...e essa que cito agora, praticamente me dá colo nessas horas que me sinto o patinho mais feio da lagoa (até por me olhar no espelho e admitir que ainda faltam muuuitos kgs pa eu ficar como quero!)
Ser feminina, vulnerável, sentimental, sensível, pra mim, sempre significou ser otária, boba, frouxa, fraca, e daí pra baixo. Não via valor nenhum em ser assim, mas agora me permiti receber algum carinho, e até chorar minhas pitangas no blog, sem linguajar frio que quase chegava ao jargão clínico, vide a postagem sobre o Geléia, aí embaixo!
Então, tá aí. É assim que eu sou. E claro, que todo momento vem com uma música...e essa que cito agora, praticamente me dá colo nessas horas que me sinto o patinho mais feio da lagoa (até por me olhar no espelho e admitir que ainda faltam muuuitos kgs pa eu ficar como quero!)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Cada época, uma música...
Pra lembrar dos meus 12 anos:
Pra lembrar dos meus 13 anos:
Pra lembrar dos meus 14 anos:
Pra lembrar dos meus 15 anos (ok, ficou difícil escolher uma!):
E dois mantras que escolhi pra cantar hoje:
Pra lembrar dos meus 13 anos:
Pra lembrar dos meus 14 anos:
Pra lembrar dos meus 15 anos (ok, ficou difícil escolher uma!):
E dois mantras que escolhi pra cantar hoje:
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Geléia, meu geléia....
toooooooodo ano é a mesma, a mesmíssima coisa. Não muda. E aliás. Pra quê eu mudaria? De tantas coisas que eu queria apagar, que eu me arrependo de ter feito....esse não é um desses casos.
Todo ano, entra Outubro, começa Novembro, e me lembro daquele hippie amazonense que apareceu de repente. Que tinha o sorriso mais doce que eu já tinha visto. Que me amava. Não amava a Alê menininha, bonitinha, gostosinha. Nem a
Alê de classe média. Ele podia com certeza, ter se interessado por mim assim. Mas não foi assim que continuou. Nos olhamos mais fundo alguns minutos depois do "primeiro impacto".
Aquele homem de pele morena, olhos puxadinhos de índio, cabelo comprido e encaracolado. Foi assim que vi ele pela primeira vez. Não demorou muito, eu comecei a ver aquele doce de pessoa. Aquele homem que eu nem sequer me perguntava por que chamavam ele de "Geléia". Aliás, o nome, Luciano, era mais fácil ainda de entender. Ele tinha uma luz. Não uma luz fulgurante, um raio de Sol que arde os olhos e tira o sono. Ele brilhava suavemente, uma luz acolhedora. Ele me abraçava com carinho real. Ele me abria os braços e me sorria por que ele tinha vontade de me abraçar. Tudo isso.
Eu amava conversar com ele, brincar com ele, beijar, ouvir histórias, contar histórias. Adorava ensinar o que eu sabia pra ele, e aprender o que ele sabia. Eu não sentia medo, não sentia desconforto, não ficava apreensiva. Era como se eu tivesse encontrado a minha família.
Nunca deixei de contar a ninguém sobre ele. Todos que passaram na minha vida, souberam dele. Especialmente nessa época do ano. Em Setembro desse ano, fez, enfim, dez anos que o conheci. Que o beijei. Que ele me deu aquele colar de quartzo rosa, que ele fez enquanto eu dormia no seu colo. Aquele colar que ele me deu como prova de seu amor. Palavras dele. Que ódio de quando tomaram aquele colar de mim!
Contando essa história pro meu ex marido uma vez, ele me disse que dava até vontade de erguer um monumento em homenagem ao Geléia. Sim. Ele merecia. Ele me acalmava. E olha só: EU ERA UMA A-DO-LES-CEN-TE! Se hoje em dia, não é tarefa pra qualquer um me acalmar, imagina só, eu era uma adolescente!
Não posso ficar enchendo o saco do mundo aqui, contando lembranças e memórias de mometos engraçados. Ele é o único cara cujos momentos doces, gostosos, eu guardo com todo o carinho do mundo pra mim, pois os momentos que tivemos, esses sim, foram únicos.
O que mais me dói é lembrar dele me ligando e me dizendo que precisava ir embora, que ele estava correndo perigo estando ao meu lado, e eu, ao mesmo tempo que entendia, tentava desesperadamente achar um jeito. Queria ir embora com ele. Ainda hoje, me pergunto se não teria sido mais feliz se não tivesse sido tão medrosa e encarado de frente.
Me lembro da vozinha triste dele me partindo o coração, no telefone, dizendo: "poxa, meu amorzinho, pelo amor de Deus, não chora, meu amorzinho, minha florzinha...por que isso aconteceu com a gente? eu amo você tanto, que castigo é esse que não posso estar ai com você? não chora, minha flor, minha fada, que ainda não acabou, por favor, por favor...que Deus injusto é esse?"...e aí, ele desligou....
Chorei, chorei, mas em nenhum momento brigamos....em nenhum momento eu não entendi o que havia acontecido. Mesmo muitos anos depois quando meu pai me contou que deu um "susto" nele, dando uma prensa nele com os amiguinhos dele da polícia, eu já imaginava que ele havia feito isso. Eu desconfiei naquele exato momento que o Geléia me perguntou? "por que isso aconteceu com a gente?".
Mesmo assim, ele me ligou no meu aniversário. "Parabéns, meu amor! você tá bem? Queria tanto estar aí pra te dar um abraço....."....e no Natal...."Feliz Natal, minha flor! Eu tô no Rio de Janeiro, mas nunca pense que eu te esqueci, viu....tu não é loca de pensar isso...meu coração é teu..."...sim, parece piegas, mas o simples fato de ser verdadeiro deixa tudo deixar de ser piegas.
Com o tempo, a dor foi diminuindo, ou pelo menos...foram me distraindo dela...mas chegou Maio do ano seguinte e eu o encontrei...não consegui dizer nada pra ele. Só tremi, como uma vara verde...ele me viu
de longe e foi até onde eu estava. Me lembro super bem disso. Não falei com ele por não saber o que dizer, só conseguia me concentrar em manter as pernas endurecidas para que eu não despencasse com a tremedeira. E foi assim, que, mais uma vez, eu vacilei, e deixei ele ir. O resto....não é que o resto da minha vida foi ruim....mas nessa época do ano, não consigo deixar de pensar que tudo poderia ter sido....."menos pior"....podia ter sido amada. Era só ter coragem de deixar a zona de conforto e me deixar ir nos braços dele. E olha. Isso dói.
Não tenho fotos dele, e mesmo que tivesse, não publicaria. A esposa dele não iria gostar. Mas esse cara, eu achei essa foto passeando no Google imagens por algo mais parecido com ele na medida do possível....e olha só! achei uma parecida com ele (ok, ele é beeeem mais queimado...esse cara da foto tá muuuito branquelo!), e outra, parecida com nós (bom, pelo menos eu acho, rsrs)!
Fikdik pra quem não acredita em príncipe encantado. Ele até vem, sim. O problema é se você vai acreditar no príncipe ou no dragão que guarda a torre, rs....
Ouvindo, inevitavelmente, a música que ele cantou pra mim, na última vez que conversamos, na última vez que ele me ligou, no dia 1° de Janeiro de 1999 (e pasme, não esqueci um versinho sequer!):
Todo ano, entra Outubro, começa Novembro, e me lembro daquele hippie amazonense que apareceu de repente. Que tinha o sorriso mais doce que eu já tinha visto. Que me amava. Não amava a Alê menininha, bonitinha, gostosinha. Nem a
Alê de classe média. Ele podia com certeza, ter se interessado por mim assim. Mas não foi assim que continuou. Nos olhamos mais fundo alguns minutos depois do "primeiro impacto".Aquele homem de pele morena, olhos puxadinhos de índio, cabelo comprido e encaracolado. Foi assim que vi ele pela primeira vez. Não demorou muito, eu comecei a ver aquele doce de pessoa. Aquele homem que eu nem sequer me perguntava por que chamavam ele de "Geléia". Aliás, o nome, Luciano, era mais fácil ainda de entender. Ele tinha uma luz. Não uma luz fulgurante, um raio de Sol que arde os olhos e tira o sono. Ele brilhava suavemente, uma luz acolhedora. Ele me abraçava com carinho real. Ele me abria os braços e me sorria por que ele tinha vontade de me abraçar. Tudo isso.
Eu amava conversar com ele, brincar com ele, beijar, ouvir histórias, contar histórias. Adorava ensinar o que eu sabia pra ele, e aprender o que ele sabia. Eu não sentia medo, não sentia desconforto, não ficava apreensiva. Era como se eu tivesse encontrado a minha família.
Nunca deixei de contar a ninguém sobre ele. Todos que passaram na minha vida, souberam dele. Especialmente nessa época do ano. Em Setembro desse ano, fez, enfim, dez anos que o conheci. Que o beijei. Que ele me deu aquele colar de quartzo rosa, que ele fez enquanto eu dormia no seu colo. Aquele colar que ele me deu como prova de seu amor. Palavras dele. Que ódio de quando tomaram aquele colar de mim!
Contando essa história pro meu ex marido uma vez, ele me disse que dava até vontade de erguer um monumento em homenagem ao Geléia. Sim. Ele merecia. Ele me acalmava. E olha só: EU ERA UMA A-DO-LES-CEN-TE! Se hoje em dia, não é tarefa pra qualquer um me acalmar, imagina só, eu era uma adolescente!
Não posso ficar enchendo o saco do mundo aqui, contando lembranças e memórias de mometos engraçados. Ele é o único cara cujos momentos doces, gostosos, eu guardo com todo o carinho do mundo pra mim, pois os momentos que tivemos, esses sim, foram únicos.
O que mais me dói é lembrar dele me ligando e me dizendo que precisava ir embora, que ele estava correndo perigo estando ao meu lado, e eu, ao mesmo tempo que entendia, tentava desesperadamente achar um jeito. Queria ir embora com ele. Ainda hoje, me pergunto se não teria sido mais feliz se não tivesse sido tão medrosa e encarado de frente.
Me lembro da vozinha triste dele me partindo o coração, no telefone, dizendo: "poxa, meu amorzinho, pelo amor de Deus, não chora, meu amorzinho, minha florzinha...por que isso aconteceu com a gente? eu amo você tanto, que castigo é esse que não posso estar ai com você? não chora, minha flor, minha fada, que ainda não acabou, por favor, por favor...que Deus injusto é esse?"...e aí, ele desligou....
Chorei, chorei, mas em nenhum momento brigamos....em nenhum momento eu não entendi o que havia acontecido. Mesmo muitos anos depois quando meu pai me contou que deu um "susto" nele, dando uma prensa nele com os amiguinhos dele da polícia, eu já imaginava que ele havia feito isso. Eu desconfiei naquele exato momento que o Geléia me perguntou? "por que isso aconteceu com a gente?".
Mesmo assim, ele me ligou no meu aniversário. "Parabéns, meu amor! você tá bem? Queria tanto estar aí pra te dar um abraço....."....e no Natal...."Feliz Natal, minha flor! Eu tô no Rio de Janeiro, mas nunca pense que eu te esqueci, viu....tu não é loca de pensar isso...meu coração é teu..."...sim, parece piegas, mas o simples fato de ser verdadeiro deixa tudo deixar de ser piegas.
Com o tempo, a dor foi diminuindo, ou pelo menos...foram me distraindo dela...mas chegou Maio do ano seguinte e eu o encontrei...não consegui dizer nada pra ele. Só tremi, como uma vara verde...ele me viu
de longe e foi até onde eu estava. Me lembro super bem disso. Não falei com ele por não saber o que dizer, só conseguia me concentrar em manter as pernas endurecidas para que eu não despencasse com a tremedeira. E foi assim, que, mais uma vez, eu vacilei, e deixei ele ir. O resto....não é que o resto da minha vida foi ruim....mas nessa época do ano, não consigo deixar de pensar que tudo poderia ter sido....."menos pior"....podia ter sido amada. Era só ter coragem de deixar a zona de conforto e me deixar ir nos braços dele. E olha. Isso dói.Não tenho fotos dele, e mesmo que tivesse, não publicaria. A esposa dele não iria gostar. Mas esse cara, eu achei essa foto passeando no Google imagens por algo mais parecido com ele na medida do possível....e olha só! achei uma parecida com ele (ok, ele é beeeem mais queimado...esse cara da foto tá muuuito branquelo!), e outra, parecida com nós (bom, pelo menos eu acho, rsrs)!
Fikdik pra quem não acredita em príncipe encantado. Ele até vem, sim. O problema é se você vai acreditar no príncipe ou no dragão que guarda a torre, rs....
Ouvindo, inevitavelmente, a música que ele cantou pra mim, na última vez que conversamos, na última vez que ele me ligou, no dia 1° de Janeiro de 1999 (e pasme, não esqueci um versinho sequer!):
Os versos dessa canção
Vão tocar teu coração
Tão longe quanto estiver
Num dia assim qualquer
Você vai saber em fim
Do amor que eu trago em mim
Ouvindo esta canção
E poderá então
Chamá-la de canção do amor sem fim
Por mais que eu resista em mim
Por mais que eu tente negar
As marcas do amor assim
Parecem nunca se apagar
O tempo é só um mito
A alma pra sempre viverá
Juntos no infinito
Um dia a gente ainda pode estar
A vibração desta canção no céu vai viajar
Fluindo confluindo em tua direção
Cruzado o espaço, o tempo até te
encontrar
E acertar em cheio no teu coração
Por mais que eu resista em mim
Por mais que eu tente negar
As marcas do amor assim
Parecem nunca se apagar
O tempo é só um mito
A alma pra sempre viverá
Juntos no infinito
Um dia a gente ainda pode estar
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Amizade e verdades...

Quem me conhece sabe que eu não tenho a MENOR dificuldade de fazer amigos. O estranho,é que amaioria dos amigos que fiz, eram estranhos. E eu sou do tipo que anda de cara amarrada e carrancuda na rua, que não olha pro lado quando tá sentada no banquinho do parque. Alguns,por alguma razão, e eu digo é puramente afinidade, em cinco minutos me tiram o véu carrancudo da cara e, logo conquistam um sorrisão da minha cara. Foi assim com o Bran, e dizemos hoje em dia,carinhosamente, que foi "antipatia à primeira vista".
Beeeem antes disso, teve um amigo, que também me é muito especial e querido. Era a terceira vez que eu ia na Hera Mágica pra ver uma palestra (até então, eu ia todo dia,basicamente pra comprar coisinhas e ficar batendo papo com o pessoal da loja- Pat Fox e Cláudio...ainda meus queridinhos del core até hj,mesmo com uma notória distância).Me sentei na cadeirinha deliciosamente confortável que ficava encostada na janela da casaonde haviam estrategicamente espirais e sinos-de-vento e o cheirinho de incenso era mais forte. E ali fiquei,fazendo minhas anotações, quando percebi que alguém havia se sentado ao meu lado. Um menino,mais ou menos da minha idade, de cabelos castanhos beeeeem compridos, um jeito meio tímido-meio curioso (xereta, eu pensei naquele momento, rs). Lógico que incorporei a carrancuda, e me virei meio de costas pra ele. Não me lembro como, mas começou ali uma conversa. Ele estava com o segundo volume de "O Senhor dos Anéis" no colo. E conversamos, conversamos, tanto queacho até que atrapalhamos a palestra do Cláudio (rsrsrsrs)...terminou a palestra,conversamos um poucomais, eu ele e o Cláudio, e subimos juntos atéo metrô. Eu morava com a minha tia na época. Nos falávamos todos os diaspelo msn, era bem legal. Mas ele se apaixonou por mim. Eu, com meus motivos pra ficar arisca, comecei a tentar separar a amizade da paixão por ele. Mas não dava, ele estava mesmo apaixonado. E eu queria. Queria MUITO corresponder. Infelizmente, não foi por falta de tentar. Mas só sentia amizade. Coisas ruins acabaram acontecendo. Discutíamos. Eu ficava brava com ele pela insistência dele, e ao mesmo tempo, estava brava comigo mesma. Tanta gente me tratava como lixo, e aquele cara, disposto e sempre ao meu lado...eu fazia ele sofrer...sabia que magoava ele, e o pior:conhecia muito bem amaldita dor de paixão não correspondida.
Passou umbom tempo sem nos falarmos. Eu me casei com o Adílson, e esse meu amigo apareceu prame ajudar quando eu estava me afogando naquele casamento infeliz. Ele ficou puto/preocupado por eu estar me entupindo de cocaína(havia acabado de descobrir que a cocaína não me deixava sentir aperto no peito, muitomenos vontade de chorar). Casei de novo, e de novo. Aí já quase não nos falávamos MESMO. Ele estava namorando, e eu estava feliz por ele. Quando a namorada dele se acalmou, pudemos ser amigos de novo. Eu mesma havia decidio ficar longe enquanto ele namorava...não queria atrapalhar o namoro dele, e nem nada desse tipo, sabe...
Aindasomosamigos, a gente conversa de quando em vez, mas...ainda só o vejo como amigo. E o melhor:hoje está mais fácil de lidar. O tempo aplaca a maioria das ansiedades e angústias. Foi a primeira (e acho que única) vez que eu soube dizer "não", e valeu a pena.
Namorados,casinhos,amantes, maridos, tudo sempre veio-e-foi muito,masmuito facilmente. Eu ter um amigo, hoje em dia,ébem mais significativo que qualquer coisa.
Sabe dizernão valeu muito a pena nesse caso. Melhor a sinceridade dolorida, do que a mentira venenosa....
Passei o dia hoje ouvindo Nirvana, Bad Religion, Offspring...namaioria, Bad Religion mesmo...
Ah! Que saudades da adolescência....com o walkman no bolso,ouvindo música escondida durante a aula...indo denoite pra treinar vôlei e handebol....
Alguémme devolve aquela época tão gostosa? Pretty please?
(desculpa aspalavras juntinhas, mas derramei água no teclado logo quando tava começando o texto!)
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Apagoooooouuuu!

Eu sempre A-DO-REI quando faltava luz...lembro que eu morava num prédio na vila mariana que sempre que chovia forte, acabava a luz, e eu acendia 3 ou 4 velas e ficava lendo meu "livro de chuva" (série "As Crônicas de Arthur" -Bernard Corwell - qualquer um dos 3 livros da série servem), enfim, eu adoro ler, mas com chuva e sem luz....fica mais gostoso ainda!
Então, estava eu em casa, pensando com meus botões enquanto observava a TV ligada (raramente estou assistindo, a TV funciona mais pra romper o silêncio enquanto fico pensando na morte da cabrita). Resolvi então, sair pra comprar o kit-vício cigarro e coca-cola que tava no fim. Peguei o carro e fui até o posto (admito, pura preguiça de andar 3 quarteirões até a padoca!)..e foi aí que fez "pfff", por sorte, logo depois que a maquininha do Visa Electron já tinha cuspido a notinha!
Voltei pra casa, tropecei em 3 baratinhas que eu tinha matado no corredor ao sair, adentrei minha porta e, graças ao maledetto calor dos inferno, o que eu vejo? FORMIGAS...não formigas as pequenitas bonitinhas, mas aquelas "formigassauros" de cabeção preto, arghe!
Matei na base da "garrafada" as que entravam na sala, e até consegui manter a "rebelião artrópode" sob controle, graças as cinco velas no chão e as outras três no banquinho pra eu ler...de quando em vez, parava a leitura pra dar mais uma garrafada numa formigona assanhada...
Mas o calor das velas tava ficando DEMAIS, e as formigas tavam me enchendo o saco...logo, perdi todo e qualquer resquício de sono, e subi na padaria (sim, aquela padaria que eu tava com preguiça de ir anteriormente)...cheeeio de gente, lotado, eu fui, peguei uma cerveja pra mim (nesse calor, como não, né?), entrei no carro (rárárá, cê pensou que eu tinha ido de viação-canela é?), acendi a luz e fiquei lendo meu livro até entediar...
Foi o blecaute mais delícia que eu já tive! e mais incomum também...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Síndrome de Patinho Feio
Tô desenvolvendo um texto MARA pra postar no blog sobre Xamanismo, mas nem sei se publico...ninguém passa por lá mesmo....aliás...nem por aqui...chuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiifffff!!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Medo do azar...
Li por aí num blog qualquer de qualquer um, perdido no meio do texto a afirmativa de que o número 13 dá azar... e me lembrei então, de quantas coisas são consideradas "agourentas" por razões estúpidas, e resolvi listá-las...
1- O número 13: O número 13 está associado à lâmina do Tarot - A Morte - e é considerada uma das cartas mais intrigantes. O número 13 é negativo e fatalista para alguns; para outros, é um número de sorte. Sugere transformação, renovação e transmutação. Esta carta não significa necessariamente uma mudança negativa. Pode estar ligada a factos agradáveis: casamento, nascimento, mudança para outro país. Mas é quase sempre o fim de uma antiga forma de vida. Assim, podemos dizer que a morte é ao mesmo tempo mudança (para obter) e estabilidade. Este é um paradoxo.Na última Ceia de Cristo eram 13 convivas e entre eles Jesus que morreu na sexta-feira. Foram 12 os apóstolos e Cristo representou o 13º com a iluminação, o sacrifício e a nova consciência divina no seio da humanidade. na Índia o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. o 13 é um número sagrado, indicando o renascimento e a transmutação dos poderes mentais. O número 13 também é preservado nas medidas da Grande Pirâmide. Em termos astrológicos, o 13 é regido pelo signo de Escorpião, que governa os órgãos de reprodução, o nascimento, a morte e a transmutação. Não há medidas de meio-termo neste número. Existe nele um enorme potencial de realização de objetivos e, por outro lado, um potencial igualmente grande para a destruição total.
2-Espelhos: a superstição contra espelhos, creio eu, vem da obsessão cristã-judaica em ver o Diabo em tudo: o lado esquerdo sempre foi associado ao Lúcifer, pois dizem que ele ficava sempre no lado esquerdo ao trono de Deus (?), e no espelho, a sua imagem é refletida, ou seja, ele reflete o demônio que mora em você (meeeeda!), logo ao quebrar o espelho, você por acidente (ou a mando do capirroto, vai saber) liberta o capeta! Mas quem prefere uma a explicação mais plausível e menos supersticiosa, eu achei essa:na Grécia antiga, o valor dos espelhos era muito alto, logo, era colocado muito medo nos escravos (que tinham contato com tais peças de elevado valor), com ameaças de maldições da (sempre) furiosa e autoritária Hera (nem tanto, vai! dá uma estudada que fica mais fácil de entender a Rainha!). Quebrá-los traria as maldições da Deusa.
3-Gatos Pretos: Tal crendice surgiu na Inglaterra, no século 16, quando um repentino aumento da população de gatos desencadeou uma perseguição aos animais. Numa noite de 1560, um gato preto foi ferido a pedradas. Encurralado, refugiou-se na casa de uma velhinha, que por sinal costumava dar abrigo a gatos de rua. No dia seguinte, a velhinha apareceu toda machucada, o que fez a população achar que ela era uma bruxa e o Gato, um disfarce noturno. O episódio bastou para condenar os gatos pretos. A matança se espalhou pela Europa e só diminuiu a partir de 1630, quando o rei Luís 13 proibiu a prática.
4- Passar debaixo de escadas: a única explicação supersticiosa que encontrei foi nesse site, citando o maestro e professor de música Ademar Nóbrega (1917-1979) no texto Superstições e Simpatias, publicado na Revista da Semana, em 1946, quando afirma que “A escada é a imagem da subida, da elevação, do acesso social, econômico e financeiro. Passar por debaixo de quem se eleva é simbolicamente renunciar, afastar-se de quem sobre, progride e vence. Decorrentemente, perde a boa sorte quem passa por baixo de uma escada”.
Agora...o que realmente atrai um azar fe-de-rallllll:
Comer 12 bananas (ou ameixas, ou uvas?) de uma vez, dá um azar tremendo
Dá muito azar atravessar a rua sem olhar para os lados, você pode ser até atropelado.
saltar de para-quedas fechado dizem que daa azar
Comer vidro
...e por aí vai!
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