Salvo a boas amigas que conheci (ou re-conheci?), essas foram as férias mais improdutivas que eu já tive!
Logo na primeira semana, saquei que ia ser meio entediante...é horrível tirar férias e todos os seus amigos estarem trabalhando! Mas como eu ia saber que ia ter tantos amigotes?
Tava frio bagarai, mas eu e o Dhani fugimos da cidade e fomos parar numa praia qualquer de Itanhém...batvolta, claro...
Teve uma escapadinha pra praia depois de uma noitada de macarronada e breja, que foi suuuuper leckaaaaaall que só vendo com a Paulinha e Ivana, que com certeza ficará guardado e lacrado na memória...
Altas conversas virando a madrugada na casa da Ivana...visitinha no Pub pra matar a saudade da Debby...
E mais uma enorrrrme galëre, Kaká, Branka, Paulão, Nelsão, Debby, Ivana, Fabiano....enfim...
Li bastante, comprei acho que 5 ou 6 livros, e tô terminando agora o último!
Fui pra Sto André com a Ivana ver o show do Pedra, e, no auge da estupidez, tranquei a chave dentro do carro...tô sem o vidro até agora, rsrsrs...
Tô azuuul de saudades da Dani e da Paulinha...mas tb, trampando...vou compensar isso o mais rápido possível! Elas simplesmente não podem esquecer o quanto eu as amo!
Mas o incrível é QUANTO TEMPO PASSEI VENDO TV, OU LENDO!
Minha vista tá até meio complicada....
Semana que vem, volto ao trampo....
Também vou voltar a dançar...um monte de festival bacanudo e supimpa que eu perdi por ter parado as aulas!
Mas em Novembro, tem meu aniversário...
E em Dezembro...recesso...
E aí, sim, poderemos fazer muito mais coisas acontecerem!
Mas por enquanto...me resta só ficar deprimidinha pelo fim das férias....
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Dia de Amar seu Corpo

Agradecida ao convite, postei no blog http://www.ecoespiritualidadefeminina.blogspot.com/ o texto "Corpos Possíveis", dedicado ao dia de hoje, 21/10/2009 como o Dia de Amar seu Corpo, integrando a blogagem coletiva. Confiram e comentem!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Poemas
Encontrei revirando a minha pastinha............e depois posto novos poemas...reler eles me devolveram a inspiração! Espero que gostem!
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#1
O meu inferno
É teu paraíso
O meu tesão
Diminui teu conflito
Coloca meu corpo em perigo
acende o fogo do inferno
Toda vez que me levanta
Toda vez que te evito
Teu veneno acabou sendo
a minha salvação
O fogo da tua armadilha
Vira um lago de tesão
Tua dor vira um martírio
meu martírio, tua salvação
Tem em meu corpo teu perigo,
Seu corpo com o meu, é maldito
Dou para você meu veneno
E você me oferece meu pecado favorito.
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#2-Funeral
Mergulhei em meu sangue toda a tua ausência
Entre rendas, falsos diamantes e flores
Com lágrimas infantis amaldiçoei tua existência
Esculpi na carne e no sangue todas as dores
Abraço minha fé a bênção do fogo ardente
Me abandono de sua alma, a morte da lucidez
Frio gelo como a máscara, na sombra conveniente
O silêncio de seu túmulo grita alto o longo adeus.
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#3
Não facilita pra falar de paixão
Me dificulta contar a saudade
Parece melhor endurecer o coração
É mais fácil ouvir a voz rouca da razão
Acreditar no olhar é uma dificuldade
Sem pensar que no teu abraço jaz a verdade
E no teu beijo é onde nasce a ilusão
Não facilita falar de amor
Quando o que se sente por si só
Em alguma palavra tua, tudo vira pó
É difícil acreditar que o amor acontece
Se teu amor não fica pra sempre
E nunca vai sem deixar dor
E do meu amor por mim, a paixão por você se esquece
Da tua frieza eu me livrei com meu próprio calor.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Ele de novo...

E ele estava lá, diante de mim. Eu contava empolgada sobre minhas recentes aventuras, ele me perguntava das marcas na minha barriga. Eu me olhava no espelho e não via as marcas que ele estava tão chocado em ver.
Em um dado momento, ele tocou meus braços olhando para meu reflexo no espelho e disse: "como você pode não estar vendo?". Mas eu não via nenhuma marca. Ele enxergava meu coração, mas não passava do limite de me perguntar o que eu havia feito. Não parecia querer saber quais marcas ele mesmo deixara ali, quando seu túmulo gritara "adeus" num silêncio ensurdecedor.
Haviam charadas em toda a volta. As pessoas iam e passavam e voltavam, preocupadas com suas pressas, compromissos e agonias. Só ele, e só eu estávamos parados, observando que naquele espelho, nossos reflexos ficavam cada vez mais enevoados.
Não estávamos em um lugar aberto, mas era um quarto. Um quarto com paredes brancas, um lustre de cristal antigo, pendurado baixo, como os antigos deixavam para colocar velas. Os detalhes da janela e da porta fechadas em madeira escura. Mas ainda assim, pessoas entravam sem abrir portas e saíam também, como se estivessem passando por uma rua movimentada. Estávamos cercados de almas que iam e vinham. E ali, só se via a névoa, e no reflexo, eu e ele. Os que passavam ao nosso redor, passavam sem serem notados e sem nos notar.
Mas ali havia algo de etéreo. Apesar da briga tensa que havia entre nós, não se ouviam gritos. Apenas as palavras duras, onde "eu te amo" soava como "eu te odeio"...ou "eu me odeio"? Faz mais sentido. O que sentíamos um pelo outro, tão forte que nos fazia nos odiar por não nos controlarmos como deveríamos.
E as pessoas passavam. E a noite era iluminada, mais clara que o dia. Luzer avermelhadas e arroxeadas, e nuvens escuras, que davam mais contraste às primeiras estrelas.
Havia sido derramada nele. Eu me diluía na imagem no espelho, e ele virava a névoa escura que pertencia às nuvens.
E em nossa volta, apenas almas vagando. Errantes, desinteressadas, num movimento quase mecânico, passando, indo e vindo, sem parar.
E entre eu me diluindo como uma pequena nascente de rio e ele se tornando uma nuvem de vapor carregado esperando o momento de chover, estávamos misturados por um mnilésimo de segundo. E eu segui, flutuando sem saber como tinha saído daquele quarto, perguntando a todos se haviam o visto. E já chovia. Mas ele não estava mais lá.
E foi nesse exato momento que eu acordei.
O meu inconsciente é foda quando quer....rsrs...
Ouvindo: "Hanging Tree" - Blackmore's Night
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Amigotes, dia das crianças e muuuito mais que especial!
Putz, fodi com meu $! huehuehueuh....isso não tem problema, eu falo isso todo mês!
Começou assim: no 2/10 eu entrei em férias. E entrei em pânico, pois, parada, entediada e desanimada como tava, previa um tédio prolongado e inclusive o risco de "furar" as férias e acabar indo trabalhar.
Então, decidi montar um kit anti-tédio com 3 livros da Anne Rice, 2 de xamanismo e uma coleção de cruzadas e desfios de lógica Coquetel. Fui pra praia com o Dhani num puta frio, pra voltar no mesmo dia, só pra espairecer e já voltei entregando a bandeira pro tédio.
Aí a Ivana me convidou pra uma macarronada na casa dela. Eu fiquei, assim, SUUUUUPER empolgada, afinal, uma nova chance...comi, bebi, ri liiiiitros com toda a galëre...e então deu em mim, e passei pra Paulinha que passou pra Ivana um vírus que causa a "vamosprapraiamelite". Vim aqui em casa, peguei umas coisinhas (que nem usei no final das contas) e fomos. Fomos parar em São Sebastião, completamente esquecidas do fato de ser feriado, chegamos por volta das 9 da manhã e ficamos até as 15hrs. Sol delicioso, praia maravilhosa de tuuuudo...e aí....o tempo fechou! Pega o carro e volta pra Samps...trânsito andando mais lento que uma lesma com atrite, conversa, conversa e mais conversa, praticamente um strip-tease emocional das protagonistas dessa aventura. Chegamos em Samps, deixei a Paulinha na casa do honey-baby dela, e fomos pra casa da Ivana, só eu e ela, ela e eu, e percebi então que perdi a chave de casa láááááá na imensidão branca e fofa de areia na praia...dormi lá, acordamos, conversamos mais e mais e mais, e não adianta que o assunto NÃO-A-CA-BOU...de noitinha fui embora, na casa da mamis pegar uma cópia da minha chave, e cheguei aqui por volta da 1 da madruguinha. Gatinhos miando, Filé me dando bronca por estar longe tanto tempo, despensa obviamente revirada pela Dona Joana Blanche (também conhecida como Bianca),e enfim......uaaaaffffssss....massagem felina nas costas pra dormir bem e aqui estou...tomei um solzinho a mais no jardim, reguei as plantinhas...tô com a canela fodida de novo (o Touro, pitbull do meu vizinho me vê e fica fazendo fuc fuc na minha canela toda vez!)...agora....ler mais um pouquinho do livro e aguardando pela próxima reunião, onde essa turminha do barulho vai arrumar altas confusões! rsrsrsrs....
Ah, hj vou tocar tambor lá no Cirandda da Lua...e sexta, ensaiozinho de Tribal...cansei de enrolar, heheehhe!
fui, beijomeliga!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Renovando recarregando

Não sei o que aconteceu comigo nesses dias...eu tava mesmo, resmunguenta, solitária, azeda e principalmente, desanimada.
O meu entender de vampirismo sempre foi esse: é aquela pessoa que quando aparece, vem e te suga até você não ter mais forças, o sangue em si, o ato de sugar o sangue, é sugar a essência fluida da vida. Acho que algo assim me aconteceu. Não é maldade, as pessoas fazem isso sem perceber, com expectativas, inseguranças, inveja, até mesmo um carinho e proteção excessivos, podem transformar a pessoa em "vampira". Já devo ter feito isso milhões de vezes, mas só percebi quando aconteceu comigo.
Fazia tempo que reclamava de solidão, mas ao mesmo tempo, percebia que eu meio que me obrigava a sair e encontrar as pessoas. Me sentia solitária, mas não queria fazer nada a respeito, por mais que me incomodasse. Me obriguei a ir conhecer pessoas novas, a rever velhos amigos, e até receber a família (ou maior parte dela).
Hoje, no desânimo habitual, pior aliás, pois ultimamente não tenho mais dormido 15 horas seguidas, não só tenho dormido pouco e acordado disposta, como também tenho acordando super cedo (pra gastar o dia inteiro pensando no que fazer e fazendo de fato, nada!). Aí foi anoitecendo, e eu olhei a entrada de casa, assim, por olhar, recolhi os galhos de arruda, manjericão e alecrim que eu havia podado, juntei com lã, coloquei no caldeirão e queimei...espalhei a fumaça por dentro de toda a casa, como que por instinto. Acendi as velas do jardim, pendurei de volta no limoeiro o velho espiral, fiz oferendas, toquei o tambor...e pronto!
Aqui estou eu, descansada, tranquila, sem desânimo, sem estar vivendo no automático. Não estava tão mal quanto precisava, só precisava voltar ao meu lugar (como a Márcia Paula disse nos coments do post aqui debaixo). Nesse fim de semana, vou viajar com um amigo. Se ele não puder ir, não tem problema, eu vou sozinha. Mas preciso voltar pro meu lugar um pouco. Esse pequeno ritualzinho de me despedir do dia e dar boas vindas para a noite me deu um "clique" e pelo menos já sei o que preciso fazer, e enfim, não estou sentindo que preciso me obrigar.
Nada como um contato com um pouco da terra pra me inspirar...
De qualquer forma, um beijão pra Márcia, que matou a charada de primeira, e eu nem imaginava! rsrs....
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