
Não sei o que aconteceu comigo nesses dias...eu tava mesmo, resmunguenta, solitária, azeda e principalmente, desanimada.
O meu entender de vampirismo sempre foi esse: é aquela pessoa que quando aparece, vem e te suga até você não ter mais forças, o sangue em si, o ato de sugar o sangue, é sugar a essência fluida da vida. Acho que algo assim me aconteceu. Não é maldade, as pessoas fazem isso sem perceber, com expectativas, inseguranças, inveja, até mesmo um carinho e proteção excessivos, podem transformar a pessoa em "vampira". Já devo ter feito isso milhões de vezes, mas só percebi quando aconteceu comigo.
Fazia tempo que reclamava de solidão, mas ao mesmo tempo, percebia que eu meio que me obrigava a sair e encontrar as pessoas. Me sentia solitária, mas não queria fazer nada a respeito, por mais que me incomodasse. Me obriguei a ir conhecer pessoas novas, a rever velhos amigos, e até receber a família (ou maior parte dela).
Hoje, no desânimo habitual, pior aliás, pois ultimamente não tenho mais dormido 15 horas seguidas, não só tenho dormido pouco e acordado disposta, como também tenho acordando super cedo (pra gastar o dia inteiro pensando no que fazer e fazendo de fato, nada!). Aí foi anoitecendo, e eu olhei a entrada de casa, assim, por olhar, recolhi os galhos de arruda, manjericão e alecrim que eu havia podado, juntei com lã, coloquei no caldeirão e queimei...espalhei a fumaça por dentro de toda a casa, como que por instinto. Acendi as velas do jardim, pendurei de volta no limoeiro o velho espiral, fiz oferendas, toquei o tambor...e pronto!
Aqui estou eu, descansada, tranquila, sem desânimo, sem estar vivendo no automático. Não estava tão mal quanto precisava, só precisava voltar ao meu lugar (como a Márcia Paula disse nos coments do post aqui debaixo). Nesse fim de semana, vou viajar com um amigo. Se ele não puder ir, não tem problema, eu vou sozinha. Mas preciso voltar pro meu lugar um pouco. Esse pequeno ritualzinho de me despedir do dia e dar boas vindas para a noite me deu um "clique" e pelo menos já sei o que preciso fazer, e enfim, não estou sentindo que preciso me obrigar.
Nada como um contato com um pouco da terra pra me inspirar...
De qualquer forma, um beijão pra Márcia, que matou a charada de primeira, e eu nem imaginava! rsrs....

1 comentários:
\o/Oba!Sempre lendo com aboluta atenção e torcendo sempre pra dar tudo certo com você, moça!Legal.Beijos.
Postar um comentário