
Entre os vampiros, a sexualidade, a carência e a recente "enjoada" de bebedeiras, rock and roll, baladas e cheiradas, hoje recebi um telefonema para conversar sobre bissexualidade feminina, a reação dos homens e tals. Topei, sem crise nenhuma.
Não deixei de avisar em nenhum momento que na maioria das vezes, os meus amigos dizem que sou um "homem do sexo feminino", não sou muito machista, mas também não chego ao extremo feminismo. Entre diversas perguntas sobre a reação da família, celebridades gays/bi, minha própria "descoberta", convites de homens para menáge a trois (que respondi bem honesta, que todo homem pensa que ser bi é um convite aberto pra menáge, e na verdade, não funciona assim), veio a afamada pergunta: se eu sou taxada de indecisa, e como eu reajo.
Honestamente, eu não me incomodo. A minha certeza ou incerteza, até a última vez que eu chequei, é uma questão minha. A verdade é que eu já devo ter sido taxada por aí, mas não me lembro de ter sido diretamente. Talvez deva ser por eu estar sempre aberta pra falar dessas coisas, e quando me apaixono, é na lata: por ele ou por ela. O que é mais importante? Eu ter certeza do que eu quero ser rotulada ou se eu estou realmente a fim de alguém?
O interessante foi quando ele me perguntou se eu tinha em vista um relacionamento fixo, e com quem, homem ou mulher. Eu disse que estou solteira, e quem sabe eu ainda me apaixone por alguém, e que acredito que haja sim, a pessoa certa. Mas realmente, se será o caso de pensar: "é ele" ou "é ela" não passa na minha cabeça. Vou saber quando acontecer.
Não sei, enfim, se isso pode ser taxado de indecisão. Pode?
Acho que, desde que não magoe ninguém, fica tudo certo.
Me vejo como livre pra escolher. Ou pra ficar indecisa.

1 comentários:
O importante é ser vc mesma... E ser feliz!
Beijos!
Camila
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