quinta-feira, 2 de julho de 2009

Todo mundo acha...


"Todo mundo acha que pode, acha que é pop, acha que é poeta, todo mundo sempre tem razão na hora certa"...
Começo o post com esse trechinho da Ana Carolina por que desde quando começou essa "encrenca" (coloco aqui entre aspas, por que onde muitos vêem que a encrenca começou, pra mim foi exatamente onde terminou.) foi exatamente assim. Eu costumo ser aquele tipo de amiga que escuta. O problema, muitas e muitas vezes, é que por eu escutar de boa vontade, as pessoas pensam que não precisam me escutar. Caem no próprio erro.
Não vou dizer que me orgulho por ter ficado com o cara. Mas também, não vejo razão, pelas próprias palavras ditas por ela, para tanto desaforinho. Se eu estivesse, sei lá, no colegial, ainda seria infantil demais. Imagina quando estou falando de duas mulheres adultas.
Fica muito fácil ser cheio de si, estufar o peito e dizer "eu nunca faria isso". Fica fácil predispor da própria arrogância que o que você acha é o certo, e determinar como uma relação deve funcionar a partir daí. Fica muito mais fácil, quando beija a amiga na boca, beija o amigo na boca, e ainda pretende ditar regras.
Se é para falarmos de erros, estou falando agora. Dei-lhe a chance de falar de seus erros. Agora é minha vez.
Se você ficasse com o Paulo, sabendo que eu gosto/gostei/posso um dia gostar dele? Honestamente? Já passei bem longe da fase imbecil de achar que quando fico com um cara e gosto, estou "mijando no território" pra ninguém mais chegar perto. Se eu tivesse algo com ele e uma amiga beijasse ele, claro, ficaria brava. COM OS DOIS. Não foi só a amiga que não teve consideraão. O "namoradinho" também pisou no tomate, concordam?
Não tenho nada com ele, nem com ninguém. Beijei aquele cara com o mesmo significado que beijei você "cara amiga". Significando porra nenhuma. Não vou pedir desculpas, já fiz isso o suficiente.
E de todas as vezes que ouvi você me dizendo sobre meus amigos, que eu já conhecia bem antes de você? Quantas vezes ouvi me mordendo de raiva e por saber que estava sendo colocada no fogo cruzado quando você namorava um amigo meu e dizia que estava com ele só para "não ficar sem namorado"? Pensa bem...por mais que eu gostasse de você como amiga, valeria a pena assistir você pisando na bola com amigos que eu prezava a mais tempo do que de quando te conheci? Desde quando eu assumi lados?
Quantas vezes eu preciso repetir para as pessoas, não assumo o lado de ninguém que não seja o meu. Mas não minto. Isso não. Por isso, você soube diretamente da minha boca. Mesmo não concordando com a sua política de "fazer as coisas certas pelas razões erradas"...aliás...que papo é esse? Que me falta? Vai me buscar depois da aula pra me dar um pau?
Seja quem for na pauta de discussão: se eu não estou envolvida (por envolvida, entenda-se uma relação estável e esclarecida), se eu fiz a cagada de dar liberdade pro cara se engraçar com qualquer uma na minha frente, e se eu dei um chutão no traseiro dele, ele não é meu. Ninguém nunca é de ninguém, na verdade. Não só ele, "cara amiga". Cresce, e tenta largar essa postura mimada de manipular os amigos esperando que eles sejam seus peões num jogo de xadrez. Se você espera que as boas pessoas sejam o que você quer que elas sejam, e façam sempre o que e como você quer...olha, ainda há de ser muito sofrida a tua vida, ainda bem que estou fora do teu círculo, detestaria ser espectadora de um show tão lamentável.
Não digo que sou um exemplo pela minha conduta, nem digo que esperava que você agisse como eu agiria. Só me decepcionou muito (como eu já esperava quando me contou de amigas suas que vc jogou no lixo pela mesma razão) ver uma mulher teoricamente madura e consciente em um joguinho tão patético que é virar a cara pras coleguinhas por causa de homem...pfff...
Com essas palavras acima, digo-lhe em plena consciência de minhas palavras, atos e fatos: obrigada por me excluir. Se eu tivesse prestado mais atenção em seus relatos sobre as pessoas que você "ama", nem sequer teria conversado com você. Seja feliz em sua vida, mas por favor, não apareça nunca mais. Teu anonimato e insignificância agora é bem vindo.
Quem diria que uma mulher "forte, madura, consciente e decidida" iria criar caso e picuinha por um "homem patético, derrotado, que se contenta em viver de um passado que nunca mais voltará, para evitar lembrar do quanto a vida atual é puramente medíocre"?(palavras suas. Devo ser pior que isso por você se incomodar tanto. Próxima amizadezinha que você fizer, toma mais cuidado com o que vai falar...a memória das pessoas pode e sempre é surpreendente!)
Encerrando com a Ana...sempre muito PHODA!...não consigo pensar em nenhuma outra música quando reflito a seu respeito...



E para aqueeeeeeeeeeeele vampirão (que parei de contar por que havia mudado de blog), quem não sabe como acabou, putz, a Ana conta bem nessa aqui:



Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir

Não sei quem é você


O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu

E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?

Quem é você?

1 comentários:

Marcia Paula disse...

Querida:

Você sabe que eu estou sempre te seguindo, só não grudo mais por falta de tempo. Um grande beijo,um abração.