Tá, não consigo dormir, a minha pressão continua alta...acho que ainda sou nova prá isso, mas...bom, sou meio que temperamental mesmo, né...deve ser consequência!
Aí que eu durmo ouvindo rádio. Detesto silêncio. Não suporto silêncio. E na rádio começa a tocar "November Rain" (Guns)...nossa....eu tinha o quê? uns...10,11 anos? Que delícia foi ouvir de novo essa música!Me veio aquele gostinho de fim de infância (sim, ela acabou cedo, bem antes do que deveria), aquele gostinho do primeiro fora...da época de revoltadinha, e isso me deu uma acalmada...por que eu tinha 10,11 anos, era apaixonada pelo Hari, um alemãozinho da escola. Só que ele tinha câncer, e achava que eu gostava dele por dó. E não era nada disso...mas também não era amor....era daquelas paixonites de pré-aborrescente, rs...
Tinha uma "melhor amiga", a minha xará Alessandra Dusi....nossa, como a gente aprontava! Eu matava a aula de manhã, e ela matava a aula a tarde...quantos dias que não passamos inteirinho juntas, uma chorando as pitangas no ombro da outra? E quando eu ia dormir na casa dela, e aproveitávamos que a mãe dela dormia pra fumar e beber escondido na madrugada?
Era tudo tão...definitivo! Parecia que o mundo ia desabar por eu ter levado um "não", parecia que sempre o mundo ia acabar desmoronando em cima de mim! Então, eu dormia ouvindo "November Rain" e "Estranged"...mais essa última...que é bem "dor de cotovelo" mesmo...
E foi nessa época também que eu "meio que" perdi a virgindade...já não era virgem devido a fatores nem um pouco agradáveis de comentar aqui, mas foi a primeira vez que eu fui por que eu quis, entende? E, bem...ao contrário da maioria das meninas que eu conheço...não foi lá grande coisa...quer dizer...o cara não era especial, eu até gostava dele, mas não me fez muita falta depois que ele se foi. Eu também não fui muito atrás...
Teve mais uns casinhos, mas todos nesse nível...me lembro que a minha mãe me mostrou um poema lindo do Vinicius de Morais, mas eu estava tao down, que não parava de chorar...como eu era dramalhona! Esse drama, essa insegurança toda que eu tinha me perseguiu por um bom tempo ainda. Não passou totalmente, mas já não chega a causar danos!
Aí nessa época que também começou a bebedeira, os cigarros, as drogas....foi tudo nessa época, no meio dessa confusão que era a minha vida. Eu não sabia o que era importante, nem o que era urgente. Só sabia o que eu sentia, e tentava, tateando no escuro, achar uma solução. Não amaldiçôo aquela época não, mas olha, vendo hoje em dia como consegui simplificar as coisas...quanto sofrimento bobo! Quanto exagero! Quanta complicação! hehehehe....se a "eu de hoje" me visse naquela época, acho que ia soltar um alto e sonoro "óóóóóóóóuuunnnnnn!!!..."...como é bonitinhooooo!
Bom, foi uma DELÍCIA relembrar esse pedacinho da minha vida...mas o sono tá vindo...tá complicado dormir sabendo que amanhã vou encarar o dia inteiro sem o remédio pra me dar uma acalmada...ainda mais com a pressão já lá no alto...tem hora que eu passo uma RAAAAAAIVAAAA...de repente percebo: estou me emputecendo á toa. Eu sei que não sou nada disso! que coisa! Mas aí, o sangue já ferveu, né...
Passei boa parte da noite traduzindo um trecho do "Tupã Tenondé"....ficou lindo!
Vou usar em meus rituais, as palavras são fortes e formosas...lindo!
(Precisava achar algum lugar que ensinasse Guarani...só de fuçar é meio difícil de aprender, é complicado!)
Post Scriptum ao som de: "Nothing Else Matters" - Metallica (coincidentemente, mais uma música que me marcou nessa mesma época!)

0 comentários:
Postar um comentário