quarta-feira, 11 de março de 2009

Para agradar uma Lobinha...


Escrevi isso há alguns dias, pensando numa coisa que me disseram, que era muito difícil me agradar, pois não tem nada de excepcional que se possa fazer....aí, pensando nisso, resolvi colocar "no papel" as coisas que me agradam, que me fazem respirar fundo...e que fazem meus olhos brilharem...escrevi pra uma pessoa em especial, mas não é muito do meu feitio vazar assim...não foi conversado por aqui, pela net...foi tudo em particular...então, deixemos onde está, né...


Eu adoro quando meus gatos se espreguiçam no chão debaixo do Sol do meio-dia, adoro quando uma flor nova brota no meu jardim (dá a impressão de que a planta está retribuindo com a beleza, o carinho que dou a ela), adoro abraçar e beijar e brincar com minhas irmãs caçulas, dar risada, fazer palhaçada.
Adoro cantar, e também danço. Aliás, tudo é motivo pra dançar. Já dancei para uma amada querida que se foi pro Outro Mundo, já dancei para comemorar uma pessoinha que chegou nesse mundo aqui, já dancei por estar feliz, já dancei por estar agoniada. Me faz feliz comprar um livro que há tempos fiquei "paquerando", me faz feliz abraçar as pessoas que eu gosto, eu adoro conversar por longas horas, conhecer e me deixar ser conhecida pelos outros. Adoro trocar energias, estar junto das pessoas que gosto. Me faz feliz dormir até tarde, mas também adoro quando acordo cedo prá ver o Sol nascer. Adoro a Lua Crescente, que anuncia a totalidade. E a Minguante, que anuncia o fim que está próximo. Adoro a luz quando preciso de ânimo, e adoro o escuro quando quero descansar.

Admiro muitas pessoas, sou amiga de todas, mesmo de longe. Minha cabeça não pára, e se a minha mente nunca está no mesmo lugar, que direi da minha alma? Eu estou aqui, escrevendo, estou lá em Visconde de Mauá, ouvindo a cachoeira, estou no meio do mato, uivando para a Lua, estou na minha casa, apreciando o silêncio, estou com a pessoa que gosto, fazendo amor.
Adoro ser mulher, adoro quando estou feliz, aqueles arrepios na espinha, aqueles dentinhos gelados mordiscando minha barriga por dentro...também me permito curtir todas as aflições, as tristezas, as mágoas. Quem não está vivo, não sente, e eu estou sempre muito viva.
Talvez por sempre viver intensamente, por nunca ser a mesma, e me permitir inventar e re-inventar a minha própria realidade, me vejam como louca. Mas a loucura é a irresponsabilidade, não com os outros, mas com si mesmo. E este não é um problema que eu tenha. Sei bem, mesmo no auge do tesão ou da euforia, aonde começar e onde que termina. A minha prioridade é ser livre, é estar sempre plena, e a beleza da minha vida, só depende de uma pessoa para cultivar, eu mesma.
O que me deixa infeliz? Não é tanta coisa quanto as que me deixam feliz, mas são pesadas. Fico triste quando as pessoas não são capazes de pensar, de observar. Quando todo o sentido de humanidade se perde na teoria, e a prática, esquecida num canto. Fico triste quando me confundem com outra Loba (que não sou eu), e quando há indiferença. Fico triste quando morre um animal, e também quando morre uma pessoa que eu não considero gente, considero humano.
O que me deixa infeliz é ter que explicar sempre, que eu não custo caro. Que não quero nada de mais. Que não existe nenhuma prioridade aqui. Que depois de tanto morrer e renascer, que a minha prioridade agora é VIVER. Não interessa se o principal é o afetivo, os amigos, a família, o dinheiro, ou trabalho. O principal é eu estar viva e atenta para tudo isso. Nada é mais importante, pios tudo faz parte da mesma vida, da mesma Alessandra, da mesma Lobinha.
Então...não queira, não espere que eu julgue as coisas familiares, pois quanto mais familiriazida eu estou, mas empolgada e curiosa para conhecer mais eu fico! Só não me pede pra explicar, por que eu não quis as jóias, por que eu não usei o perfume. Por que não quis ir ás compras...não é desfeita, não...me dá uma cartinha, um telefonema, uma visita...um pouco de conversa, um copo de cerveja, uma lembrancinha de um papagaio de realejo (eu adoro realejo!)que isso vale mais do que qualquer outra coisa.
Caso não saiba o que me dar, como me agradar, quer uma dica? Vem, e me abraça, vem e roda meu mundo. Me mostra mais uma vez, que não preciso me defender de você, e deixa eu tentar me ver com seus olhos. Só não me machuca, que eu sou bicho-do-mato. Quando fico acuada, quando fico machucada, eu ataco, e aí, já é tarde demais pra consertar o erro!


Cheio de carinho...
Alê Lobo

2 comentários:

Anônimo disse...

Que texto intenso,lindo...deu pra te sentir na alma. Me apaixonei...

Anônimo disse...

Intensa, apaixonante, louca, selvagem, inteligente, carinhosa, doce e meiga. Você é uma mulher completa. Adoro ter você na minha vida. Beijos!