terça-feira, 24 de novembro de 2009
Cada época, uma música...
Pra lembrar dos meus 12 anos:
Pra lembrar dos meus 13 anos:
Pra lembrar dos meus 14 anos:
Pra lembrar dos meus 15 anos (ok, ficou difícil escolher uma!):
E dois mantras que escolhi pra cantar hoje:
Pra lembrar dos meus 13 anos:
Pra lembrar dos meus 14 anos:
Pra lembrar dos meus 15 anos (ok, ficou difícil escolher uma!):
E dois mantras que escolhi pra cantar hoje:
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Geléia, meu geléia....
toooooooodo ano é a mesma, a mesmíssima coisa. Não muda. E aliás. Pra quê eu mudaria? De tantas coisas que eu queria apagar, que eu me arrependo de ter feito....esse não é um desses casos.
Todo ano, entra Outubro, começa Novembro, e me lembro daquele hippie amazonense que apareceu de repente. Que tinha o sorriso mais doce que eu já tinha visto. Que me amava. Não amava a Alê menininha, bonitinha, gostosinha. Nem a
Alê de classe média. Ele podia com certeza, ter se interessado por mim assim. Mas não foi assim que continuou. Nos olhamos mais fundo alguns minutos depois do "primeiro impacto".
Aquele homem de pele morena, olhos puxadinhos de índio, cabelo comprido e encaracolado. Foi assim que vi ele pela primeira vez. Não demorou muito, eu comecei a ver aquele doce de pessoa. Aquele homem que eu nem sequer me perguntava por que chamavam ele de "Geléia". Aliás, o nome, Luciano, era mais fácil ainda de entender. Ele tinha uma luz. Não uma luz fulgurante, um raio de Sol que arde os olhos e tira o sono. Ele brilhava suavemente, uma luz acolhedora. Ele me abraçava com carinho real. Ele me abria os braços e me sorria por que ele tinha vontade de me abraçar. Tudo isso.
Eu amava conversar com ele, brincar com ele, beijar, ouvir histórias, contar histórias. Adorava ensinar o que eu sabia pra ele, e aprender o que ele sabia. Eu não sentia medo, não sentia desconforto, não ficava apreensiva. Era como se eu tivesse encontrado a minha família.
Nunca deixei de contar a ninguém sobre ele. Todos que passaram na minha vida, souberam dele. Especialmente nessa época do ano. Em Setembro desse ano, fez, enfim, dez anos que o conheci. Que o beijei. Que ele me deu aquele colar de quartzo rosa, que ele fez enquanto eu dormia no seu colo. Aquele colar que ele me deu como prova de seu amor. Palavras dele. Que ódio de quando tomaram aquele colar de mim!
Contando essa história pro meu ex marido uma vez, ele me disse que dava até vontade de erguer um monumento em homenagem ao Geléia. Sim. Ele merecia. Ele me acalmava. E olha só: EU ERA UMA A-DO-LES-CEN-TE! Se hoje em dia, não é tarefa pra qualquer um me acalmar, imagina só, eu era uma adolescente!
Não posso ficar enchendo o saco do mundo aqui, contando lembranças e memórias de mometos engraçados. Ele é o único cara cujos momentos doces, gostosos, eu guardo com todo o carinho do mundo pra mim, pois os momentos que tivemos, esses sim, foram únicos.
O que mais me dói é lembrar dele me ligando e me dizendo que precisava ir embora, que ele estava correndo perigo estando ao meu lado, e eu, ao mesmo tempo que entendia, tentava desesperadamente achar um jeito. Queria ir embora com ele. Ainda hoje, me pergunto se não teria sido mais feliz se não tivesse sido tão medrosa e encarado de frente.
Me lembro da vozinha triste dele me partindo o coração, no telefone, dizendo: "poxa, meu amorzinho, pelo amor de Deus, não chora, meu amorzinho, minha florzinha...por que isso aconteceu com a gente? eu amo você tanto, que castigo é esse que não posso estar ai com você? não chora, minha flor, minha fada, que ainda não acabou, por favor, por favor...que Deus injusto é esse?"...e aí, ele desligou....
Chorei, chorei, mas em nenhum momento brigamos....em nenhum momento eu não entendi o que havia acontecido. Mesmo muitos anos depois quando meu pai me contou que deu um "susto" nele, dando uma prensa nele com os amiguinhos dele da polícia, eu já imaginava que ele havia feito isso. Eu desconfiei naquele exato momento que o Geléia me perguntou? "por que isso aconteceu com a gente?".
Mesmo assim, ele me ligou no meu aniversário. "Parabéns, meu amor! você tá bem? Queria tanto estar aí pra te dar um abraço....."....e no Natal...."Feliz Natal, minha flor! Eu tô no Rio de Janeiro, mas nunca pense que eu te esqueci, viu....tu não é loca de pensar isso...meu coração é teu..."...sim, parece piegas, mas o simples fato de ser verdadeiro deixa tudo deixar de ser piegas.
Com o tempo, a dor foi diminuindo, ou pelo menos...foram me distraindo dela...mas chegou Maio do ano seguinte e eu o encontrei...não consegui dizer nada pra ele. Só tremi, como uma vara verde...ele me viu
de longe e foi até onde eu estava. Me lembro super bem disso. Não falei com ele por não saber o que dizer, só conseguia me concentrar em manter as pernas endurecidas para que eu não despencasse com a tremedeira. E foi assim, que, mais uma vez, eu vacilei, e deixei ele ir. O resto....não é que o resto da minha vida foi ruim....mas nessa época do ano, não consigo deixar de pensar que tudo poderia ter sido....."menos pior"....podia ter sido amada. Era só ter coragem de deixar a zona de conforto e me deixar ir nos braços dele. E olha. Isso dói.
Não tenho fotos dele, e mesmo que tivesse, não publicaria. A esposa dele não iria gostar. Mas esse cara, eu achei essa foto passeando no Google imagens por algo mais parecido com ele na medida do possível....e olha só! achei uma parecida com ele (ok, ele é beeeem mais queimado...esse cara da foto tá muuuito branquelo!), e outra, parecida com nós (bom, pelo menos eu acho, rsrs)!
Fikdik pra quem não acredita em príncipe encantado. Ele até vem, sim. O problema é se você vai acreditar no príncipe ou no dragão que guarda a torre, rs....
Ouvindo, inevitavelmente, a música que ele cantou pra mim, na última vez que conversamos, na última vez que ele me ligou, no dia 1° de Janeiro de 1999 (e pasme, não esqueci um versinho sequer!):
Todo ano, entra Outubro, começa Novembro, e me lembro daquele hippie amazonense que apareceu de repente. Que tinha o sorriso mais doce que eu já tinha visto. Que me amava. Não amava a Alê menininha, bonitinha, gostosinha. Nem a
Alê de classe média. Ele podia com certeza, ter se interessado por mim assim. Mas não foi assim que continuou. Nos olhamos mais fundo alguns minutos depois do "primeiro impacto".Aquele homem de pele morena, olhos puxadinhos de índio, cabelo comprido e encaracolado. Foi assim que vi ele pela primeira vez. Não demorou muito, eu comecei a ver aquele doce de pessoa. Aquele homem que eu nem sequer me perguntava por que chamavam ele de "Geléia". Aliás, o nome, Luciano, era mais fácil ainda de entender. Ele tinha uma luz. Não uma luz fulgurante, um raio de Sol que arde os olhos e tira o sono. Ele brilhava suavemente, uma luz acolhedora. Ele me abraçava com carinho real. Ele me abria os braços e me sorria por que ele tinha vontade de me abraçar. Tudo isso.
Eu amava conversar com ele, brincar com ele, beijar, ouvir histórias, contar histórias. Adorava ensinar o que eu sabia pra ele, e aprender o que ele sabia. Eu não sentia medo, não sentia desconforto, não ficava apreensiva. Era como se eu tivesse encontrado a minha família.
Nunca deixei de contar a ninguém sobre ele. Todos que passaram na minha vida, souberam dele. Especialmente nessa época do ano. Em Setembro desse ano, fez, enfim, dez anos que o conheci. Que o beijei. Que ele me deu aquele colar de quartzo rosa, que ele fez enquanto eu dormia no seu colo. Aquele colar que ele me deu como prova de seu amor. Palavras dele. Que ódio de quando tomaram aquele colar de mim!
Contando essa história pro meu ex marido uma vez, ele me disse que dava até vontade de erguer um monumento em homenagem ao Geléia. Sim. Ele merecia. Ele me acalmava. E olha só: EU ERA UMA A-DO-LES-CEN-TE! Se hoje em dia, não é tarefa pra qualquer um me acalmar, imagina só, eu era uma adolescente!
Não posso ficar enchendo o saco do mundo aqui, contando lembranças e memórias de mometos engraçados. Ele é o único cara cujos momentos doces, gostosos, eu guardo com todo o carinho do mundo pra mim, pois os momentos que tivemos, esses sim, foram únicos.
O que mais me dói é lembrar dele me ligando e me dizendo que precisava ir embora, que ele estava correndo perigo estando ao meu lado, e eu, ao mesmo tempo que entendia, tentava desesperadamente achar um jeito. Queria ir embora com ele. Ainda hoje, me pergunto se não teria sido mais feliz se não tivesse sido tão medrosa e encarado de frente.
Me lembro da vozinha triste dele me partindo o coração, no telefone, dizendo: "poxa, meu amorzinho, pelo amor de Deus, não chora, meu amorzinho, minha florzinha...por que isso aconteceu com a gente? eu amo você tanto, que castigo é esse que não posso estar ai com você? não chora, minha flor, minha fada, que ainda não acabou, por favor, por favor...que Deus injusto é esse?"...e aí, ele desligou....
Chorei, chorei, mas em nenhum momento brigamos....em nenhum momento eu não entendi o que havia acontecido. Mesmo muitos anos depois quando meu pai me contou que deu um "susto" nele, dando uma prensa nele com os amiguinhos dele da polícia, eu já imaginava que ele havia feito isso. Eu desconfiei naquele exato momento que o Geléia me perguntou? "por que isso aconteceu com a gente?".
Mesmo assim, ele me ligou no meu aniversário. "Parabéns, meu amor! você tá bem? Queria tanto estar aí pra te dar um abraço....."....e no Natal...."Feliz Natal, minha flor! Eu tô no Rio de Janeiro, mas nunca pense que eu te esqueci, viu....tu não é loca de pensar isso...meu coração é teu..."...sim, parece piegas, mas o simples fato de ser verdadeiro deixa tudo deixar de ser piegas.
Com o tempo, a dor foi diminuindo, ou pelo menos...foram me distraindo dela...mas chegou Maio do ano seguinte e eu o encontrei...não consegui dizer nada pra ele. Só tremi, como uma vara verde...ele me viu
de longe e foi até onde eu estava. Me lembro super bem disso. Não falei com ele por não saber o que dizer, só conseguia me concentrar em manter as pernas endurecidas para que eu não despencasse com a tremedeira. E foi assim, que, mais uma vez, eu vacilei, e deixei ele ir. O resto....não é que o resto da minha vida foi ruim....mas nessa época do ano, não consigo deixar de pensar que tudo poderia ter sido....."menos pior"....podia ter sido amada. Era só ter coragem de deixar a zona de conforto e me deixar ir nos braços dele. E olha. Isso dói.Não tenho fotos dele, e mesmo que tivesse, não publicaria. A esposa dele não iria gostar. Mas esse cara, eu achei essa foto passeando no Google imagens por algo mais parecido com ele na medida do possível....e olha só! achei uma parecida com ele (ok, ele é beeeem mais queimado...esse cara da foto tá muuuito branquelo!), e outra, parecida com nós (bom, pelo menos eu acho, rsrs)!
Fikdik pra quem não acredita em príncipe encantado. Ele até vem, sim. O problema é se você vai acreditar no príncipe ou no dragão que guarda a torre, rs....
Ouvindo, inevitavelmente, a música que ele cantou pra mim, na última vez que conversamos, na última vez que ele me ligou, no dia 1° de Janeiro de 1999 (e pasme, não esqueci um versinho sequer!):
Os versos dessa canção
Vão tocar teu coração
Tão longe quanto estiver
Num dia assim qualquer
Você vai saber em fim
Do amor que eu trago em mim
Ouvindo esta canção
E poderá então
Chamá-la de canção do amor sem fim
Por mais que eu resista em mim
Por mais que eu tente negar
As marcas do amor assim
Parecem nunca se apagar
O tempo é só um mito
A alma pra sempre viverá
Juntos no infinito
Um dia a gente ainda pode estar
A vibração desta canção no céu vai viajar
Fluindo confluindo em tua direção
Cruzado o espaço, o tempo até te
encontrar
E acertar em cheio no teu coração
Por mais que eu resista em mim
Por mais que eu tente negar
As marcas do amor assim
Parecem nunca se apagar
O tempo é só um mito
A alma pra sempre viverá
Juntos no infinito
Um dia a gente ainda pode estar
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Amizade e verdades...

Quem me conhece sabe que eu não tenho a MENOR dificuldade de fazer amigos. O estranho,é que amaioria dos amigos que fiz, eram estranhos. E eu sou do tipo que anda de cara amarrada e carrancuda na rua, que não olha pro lado quando tá sentada no banquinho do parque. Alguns,por alguma razão, e eu digo é puramente afinidade, em cinco minutos me tiram o véu carrancudo da cara e, logo conquistam um sorrisão da minha cara. Foi assim com o Bran, e dizemos hoje em dia,carinhosamente, que foi "antipatia à primeira vista".
Beeeem antes disso, teve um amigo, que também me é muito especial e querido. Era a terceira vez que eu ia na Hera Mágica pra ver uma palestra (até então, eu ia todo dia,basicamente pra comprar coisinhas e ficar batendo papo com o pessoal da loja- Pat Fox e Cláudio...ainda meus queridinhos del core até hj,mesmo com uma notória distância).Me sentei na cadeirinha deliciosamente confortável que ficava encostada na janela da casaonde haviam estrategicamente espirais e sinos-de-vento e o cheirinho de incenso era mais forte. E ali fiquei,fazendo minhas anotações, quando percebi que alguém havia se sentado ao meu lado. Um menino,mais ou menos da minha idade, de cabelos castanhos beeeeem compridos, um jeito meio tímido-meio curioso (xereta, eu pensei naquele momento, rs). Lógico que incorporei a carrancuda, e me virei meio de costas pra ele. Não me lembro como, mas começou ali uma conversa. Ele estava com o segundo volume de "O Senhor dos Anéis" no colo. E conversamos, conversamos, tanto queacho até que atrapalhamos a palestra do Cláudio (rsrsrsrs)...terminou a palestra,conversamos um poucomais, eu ele e o Cláudio, e subimos juntos atéo metrô. Eu morava com a minha tia na época. Nos falávamos todos os diaspelo msn, era bem legal. Mas ele se apaixonou por mim. Eu, com meus motivos pra ficar arisca, comecei a tentar separar a amizade da paixão por ele. Mas não dava, ele estava mesmo apaixonado. E eu queria. Queria MUITO corresponder. Infelizmente, não foi por falta de tentar. Mas só sentia amizade. Coisas ruins acabaram acontecendo. Discutíamos. Eu ficava brava com ele pela insistência dele, e ao mesmo tempo, estava brava comigo mesma. Tanta gente me tratava como lixo, e aquele cara, disposto e sempre ao meu lado...eu fazia ele sofrer...sabia que magoava ele, e o pior:conhecia muito bem amaldita dor de paixão não correspondida.
Passou umbom tempo sem nos falarmos. Eu me casei com o Adílson, e esse meu amigo apareceu prame ajudar quando eu estava me afogando naquele casamento infeliz. Ele ficou puto/preocupado por eu estar me entupindo de cocaína(havia acabado de descobrir que a cocaína não me deixava sentir aperto no peito, muitomenos vontade de chorar). Casei de novo, e de novo. Aí já quase não nos falávamos MESMO. Ele estava namorando, e eu estava feliz por ele. Quando a namorada dele se acalmou, pudemos ser amigos de novo. Eu mesma havia decidio ficar longe enquanto ele namorava...não queria atrapalhar o namoro dele, e nem nada desse tipo, sabe...
Aindasomosamigos, a gente conversa de quando em vez, mas...ainda só o vejo como amigo. E o melhor:hoje está mais fácil de lidar. O tempo aplaca a maioria das ansiedades e angústias. Foi a primeira (e acho que única) vez que eu soube dizer "não", e valeu a pena.
Namorados,casinhos,amantes, maridos, tudo sempre veio-e-foi muito,masmuito facilmente. Eu ter um amigo, hoje em dia,ébem mais significativo que qualquer coisa.
Sabe dizernão valeu muito a pena nesse caso. Melhor a sinceridade dolorida, do que a mentira venenosa....
Passei o dia hoje ouvindo Nirvana, Bad Religion, Offspring...namaioria, Bad Religion mesmo...
Ah! Que saudades da adolescência....com o walkman no bolso,ouvindo música escondida durante a aula...indo denoite pra treinar vôlei e handebol....
Alguémme devolve aquela época tão gostosa? Pretty please?
(desculpa aspalavras juntinhas, mas derramei água no teclado logo quando tava começando o texto!)
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